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Varejo: reinventar, acelerar e priorizar

“Reinventar, acelerar e priorizar”

 

Este ano tem sido surpreendente em diversos aspectos. Viver em meio a uma pandemia é uma experiência que a maioria das gerações vivas hoje nunca havia enfrentado antes. E, obviamente, todas as suas consequentes demandas de alterações sociais, econômicas e profissionais também são brand new para todos. Quem já teria imaginado que precisaríamos viver, trabalhar, educar os filhos, alimentar, divertir e exercitarmo-nos, por meses afio, confinados no mesmo espaço físico?

 

Há cinco anos, em uma palestra para o Ted Talks chamada“O próximo surto” – Não estamos preparados, Bill Gates fez algumas análises que podem facilmente ser comparadas com o cenário atual.  

 

"Quando eu era criança, o desastre que mais temíamos era uma guerra nuclear. Hoje, o maior risco de catástrofe global não se parece com uma bomba, mas sim com um vírus. Investimos muito em armas nucleares, mas bem pouco em um sistema para barrar uma epidemia. Não estamos preparados. Atualmente, o maior risco de uma catástrofe global está em um vírus altamente infeccioso, não uma guerra. Se algo matar 10 milhões de pessoas nas próximas décadas, serão micróbios, não mísseis"

 

Link para o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=6Af6b_wyiwI&feature=emb_title

 

Em seu discurso, ele cita o fato de que quando era criança, a sua família guardava no porão um barril cheio de latas e água, para o caso de um ataque nuclear. Ao saberem do efetivo ataque, eles deveriam então ir para o porão, ficar agachados e se alimentar do que havia no barril, até que fosse novamente seguro sair de lá. Isso parece familiar, não?

 

Antes de prosseguir, é importante deixar à parte as teorias da conspiração que indicam Bill Gates como culpado pela propagação do vírus, uma vez que ele é consagradamente um dos grandes nomes da tecnologia, e com a sua base de dados e pesquisas disponíveis seria claramente possível concluir fatos como este, relacionados aos riscos de um vírus altamente infeccioso para a nossa sociedade.

 

Superado isso, volto a questionar: não parece familiar essa necessidadede ficar recluso em casa, estocar comida e não sair até que o mundo externo pareça um ambiente seguro novamente? Além disso, o isolamento social causou um impacto não só na vida das pessoas, mas também no comércio de forma geral. Seria possível então termos previsto e, principalmente, preparar-nos para este caos? De fato, não adianta chorar o leite derramado e a pergunta que devemos destacar aqui, para lembrar de nos fazermos diariamente, é: como o meu negócio podeestar melhor preparado para situações como essa?

 

Falando em Varejo, uma comunicação bem desenvolvida e fortalecida com o seu público é a primeira ferramenta em que se pode sustentar quando outros pilares estiverem instáveis. No dia em que todos os comércios fecharam as portas e todos se viram presos dentro de casa, quem já tinha fortes canais de comunicação com seus clientes saiu na frente, anunciando novas formas de atendimento, promoções, métodos de entrega ou até mesmo demonstrando apoio, afirmando “estar lá e continuar lá”, para quem precisasse. E quando tudo passar, pode anotar, os clientes lembrarão de quem foi forte o suficiente para não lhes abandonar quando mais necessitavam.

 

Quem tinha setores bem estruturados e funções claras, também experimentouum maior fôlego para lutar. Um relatório do Think With Google destacou três palavras mágicas para os processos de transformação do Varejo: reinventar, acelerar e priorizar.

 

A realidade imposta pela pandemia do covid-19 não só incentivou a sociedade a abandonar preconceitos (sim, é possível escolher produtos perecíveis como frutas e verduras pela tela de um smarthphone), como também começamos a incorporar novos hábitos em nossa jornada de compra. Marcas e empresas reinventaram sua forma de atuar, conseguiram acelerar mudanças em que estavam paralisadas e priorizaram o que era mais urgente para o consumidor.

 

De acordo com o relatório, o reinventar pode ser caracterizado pelo exercício de repensar processos e formatos que vinham sendo feitos há tempos e que não tinham exatamente uma lógica clara. Ou seja, as coisas eram feitas de determinada maneira apenas pelo hábito, porque sempre fizemos desse jeito. Isto fica claro ao observar empresas que criaram canais diretos de auxílio aos consumidores para realizar compras pelas plataformas digitais, através dos aplicativos de mensagem.

 

Sobre acelerar, considera-se que a pandemia e sua latente necessidade de distanciamento social acelerou a digitalização de processos. Como exemplo, vimos a imediata inclusão de pequenos vendedores em grandes plataformas digitais de marketplace. As grandes marcas passaram a abrir seus espaços para o pequeno comércio, o que representou diversos degraus acima em uma escada que antes era subida lentamente.

 

E opriorizar é representado pela crescente busca por carteiras digitais, que sede monstraram um retorno positivo no impacto imediato questionado por todos. Quando é urgente modificar hábitos e comportamentos, priorizamos a necessidadee a dificuldade em executar é passada para segundo plano. Se é isto que precisa ser feito, se do outro jeito não pode ser mais feito, que seja assim e ponto final.

 

A sensação de ansiedade para tudo voltar ao normal é compartilhada globalmente. Entretanto, quem quiser ser realista e fundamentar as suas estratégias deve considerar que novos normais estão por vir.

 

Ao nos despedirmos da pandemia, não estaremos nos despedindo também de hábitos criados durante esse período. Entramos em um caminho sem volta, uma trajetória de evolução,em que os canais tradicionais e os canais digitais passarão a coexistir e a oferta de uma experiência personalizada, segura e, mais do que tudo, humana, será a cereja do bolo para o sucesso de qualquer negócio.

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